A comunicação da Katy Costa é conduzida com transparência e compromisso com as pautas que ela defende: cannabis medicinal, proteção à mulher, mães atípicas e desenvolvimento da Zona Leste.
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"Deus deixou a medicina para curar": candidata evangélicadefende cannabis medicinal
Katy Costa (PSD-SP) sustenta que negar acesso ao tratamento é crueldade.
Em um campo político onde o tema costuma ser tratado como tabu, a candidata a deputadafederal Katy Costa (PSD-SP) defende publicamente o uso medicinal da cannabis. Cristã esobrevivente de um câncer agressivo, ela ancora a posição em dois pilares: ciência ecompaixão.
"Deus deixou a medicina para curar. Negar alívio à dor é crueldade", resume a candidata.
O argumento tem endereço clínico. A cannabis medicinal é utilizada no manejo de dor e deefeitos colaterais em tratamentos oncológicos e no cuidado de crianças atípicas,especialmente em quadros de epilepsia refratária. Para Katy, o debate no Brasil segue travado por um obstáculo que não é técnico.
"O que trava não é a ciência. É o preconceito. E enquanto a gente discute moral, tem mãehipotecando casa e comprando remédio no exterior para o filho parar de convulsionar",afirma.
A candidata delimita a posição: A pauta que sustenta é o acesso regulado, com prescriçãomédica, ao tratamento — e a redução de barreiras de custo e burocracia para pacientes.
"Eu passei por um câncer. Eu sei o que é dor que não passa. Quem já esteve daquele ladoda cama não trata isso como debate ideológico", diz.
Sobre Katy Costa Katy Costa é candidata a deputada federal por São Paulo pelo PSD. Cristã, superou um câncer agressivo e tem histórico na gestão pública.
Atua na defesa dasmães atípicas, da saúde integral da mulher, da proteção à infância e do fortalecimento doSUS.
"Reza e volta pra casa": candidata evangélica quer o fim do conselho que devolve a mulher agredida ao agressor
Katy Costa (PSD-SP) diz que púlpito não é foro, que crime não se resolve em oração e que líder religioso que trava denúncia de violência doméstica tem que responder na lei dos homens.
Ela chegou à igreja com marca no braço. Saiu com a orientação de perdoar, orar mais e não expor o marido. Semanas depois, voltou pior.
A cena é conhecida por qualquer mulher que já procurou a liderança da sua igreja antes de procurar a delegacia — e é ela que a candidata a deputada federal Katy Costa (PSD-SP) decidiu levar para o debate eleitoral. Evangélica, Katy afirma que o conselho de "rezar e voltar pra casa" já matou mulher no Brasil e que a igreja precisa parar de tratar violência doméstica como problema de fé.
"O evangelho protege os vulneráveis. Quem usa o púlpito para abusar é criminoso e deve responder na lei dos homens", afirma a candidata.
"Púlpito não é foro privilegiado. Não existe crime que se resolve na oração e some do Código Penal", diz.
A candidata é direta sobre o limite: acolher é obrigação da igreja, barrar a denúncia é outra coisa. Quando a orientação vira pressão para reconciliação com o agressor, para não registrar boletim de ocorrência ou para manter o caso "dentro de casa", a mulher volta para o mesmo endereço e para o mesmo risco — e, havendo coação ou ocultação deliberada de crime, a lei brasileira já alcança quem fez isso.
"Aconselhamento não pode virar silenciamento. Quando a mulher chega machucada e ouve que o problema é a fé dela, aquela igreja deixou de ser abrigo e virou parte do problema."
"Eu sou evangélica e vou dizer o que muita gente do meio não gosta de ouvir: tem liderança que protege agressor. E proteger agressor não é zelo pela família, é cumplicidade."
Katy defende que igrejas adotem protocolo obrigatório de encaminhamento de casos de violência para a rede de proteção — delegacia da mulher, serviço de saúde e assistência social — e que a formação de lideranças inclua orientação sobre a Lei Maria da Penha.
"Nenhum pastor é obrigado a ser delegado. Mas todo pastor é obrigado a não atrapalhar."
Sobre Katy Costa Katy Costa é candidata a deputada federal por São Paulo pelo PSD. Cristã, superou um câncer agressivo e tem histórico na gestão pública. Atua na defesa das mães atípicas, da saúde integral da mulher, da proteção à infância e do fortalecimento do SUS.
Evangélica e divergente: Katy Costa diz que a bancada não fala por todos os cristãos
Candidata a deputada federal pelo PSD-SP defende pautas que o bloco evangélico historicamente rejeita — como cannabis medicinal e responsabilização de líderes religiosos acusados de crimes — e sustenta que fé não é bloco fechado.
Cristã, com trajetória na gestão pública e defensora das mães atípicas, a candidata a deputada federal Katy Costa (PSD-SP) constrói sua campanha em uma posição incômoda para o próprio campo: é evangélica e diverge abertamente da bancada evangélica em pautas centrais.
A divergência não é de fé, e sim de agenda. Katy defende o uso medicinal da cannabis, a responsabilização criminal de líderes religiosos que cometem abusos e assédio, e a ampliação do cuidado do SUS para mulheres e crianças atípicas — temas em que o bloco evangélico no Congresso tem atuado, majoritariamente, em sentido oposto ou em silêncio.
"Ser evangélica não me obriga a votar em bloco. A fé me obriga a olhar para quem está sofrendo, e é isso que eu faço", afirma a candidata.
Sua base eleitoral está na Zona Leste de São Paulo — Itaquera, Tatuapé e região —, com penetração em cidades polo como Guarulhos, Campinas, ABC e Baixada Santista. É nesses territórios que a candidata testa a tese que sustenta sua campanha: a de que existe um eleitorado cristão que não se reconhece na pauta de costumes e que cobra respostas concretas sobre saúde, inclusão e proteção à infância.
"O eleitor cristão não é um voto automático. Ele quer saber o que você vai fazer pelo filho dele que precisa de terapia, pela mãe dele que está na fila do SUS, pela filha dele que apanhou e não sabe a quem recorrer", diz
Sobre Katy Costa Katy Costa é candidata a deputada federal por São Paulo pelo PSD. Cristã, superou um câncer agressivo e tem histórico na gestão pública. Atua na defesa das mães atípicas, da saúde integral da mulher, da proteção à infância e do fortalecimento do SUS.